OVELHAS, LOBOS E PASTORES
Existem 3 tipos de pessoas: As ovelhas, os lobos e os cães pastores. As ovelhas são as pessoas comuns. Cidadãos trabalhadores, pilares da sociedade, incapazes de, sozinhos, se defenderem, por motivos físicos ou psicológicos. Os lobos são os criminosos. Violentos, astutos, sanguinários, esperando apenas um descuido para adentrar no cercado e dizimar as ovelhas. São os amigos do alheio. Os cães pastores são os guardiões das ovelhas. Estão ali para guardar o cercado e impedir que os lobos tomem conta. Mas, como parecem com os lobos e, por vezes, têm de usar de violência contra os possíveis invasores, despertam o medo nas ovelhas. Não é fácil ser um cão pastor. Guardar seu posto, sob qualquer circunstância, suportando frio, calor, fome, medo e enfrentar, na maioria das vezes, lobos maiores, mais fortes e traiçoeiros, tendo que seguir as regras das ovelhas, enquanto os lobos não seguem regra alguma. Tudo isso, apenas, por uma ração modesta e fidelidade à comunidade de ovelhas, que o despreza.

A enquete feita, recentemente, na ocasião do lançamento do filme “Sob Pressão”, em um programa matutino, mostrou-nos o quanto tratamos mal os “cães pastores” da nossa sociedade. Para quem entende, minimamente, o Marxismo cultural, o resultado da enquete não foi surpreendente. Pelo contrário. Depois de anos de ativismo constante e Gramscismo educacional, que objetiva, entre outras coisas, o descrédito nas instituições, é normal que odiemos, cada vez mais quem nos protege. Afinal, há décadas estamos ouvindo os lobos, em pele de cordeiro, que conseguiram adentrar no cercado. Esses lobos, munidos de belos discursos, em vez de dentes afiados, doutrinam várias ovelhas, convencendo-as de que o cercado é uma prisão e que os cães são seus algozes. Essas ovelhas passam a acreditar que a verdadeira liberdade está além do cercado e dos pastores, que as protegem, e passam a atacar os cães, enquanto os lobos, ao longe, afiam os dentes e aguardam, ansiosos, as que correm para a utópica liberdade. Não existe “ética médica” que justifique a preferência de uma ovelha por um lobo. A ética é uma só. Independe de graduação ou diploma. Termos como esse são apenas um artifício dos lobos para incrementar seus discursos e justificar o injustificável. Não há ética ou moral na atitude de uma ovelha que priorize o socorro à um lobo, enquanto há um pastor ferido. É apenas um ato imbecil. Aos cães pastores, que defendem nosso cercado, meu muito obrigado. Sem dúvida alguma, alheio à qualquer termo da moda, sob qualquer circunstância, é a vocês que devemos, moral e eticamente, a prioridade de atendimento. E que se dane o “politicamente correto”.


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