Poder Presidiário
É guerra. Declarada! Não sabemos a mando de quem, nem o porquê. Não sabemos aonde começou, muito menos aonde vai terminar. Mas, sabemos que, hoje, nos presídios dessa nação tupiniquim, uma guerra está em curso. Tenho ouvido inúmeras opiniões, teorias (conspiracionistas ou não), sugestões sobre o assunto. Alguns acham desumano o tratamento concedido aos presos, outros, como eu, acham que desumano é o que os presos fizeram para estar lá. Alguns acreditam que a Policia Militar deveria intervir, outros, como eu, acreditam que a Policia Militar deva ficar de fora e deixar que os detentos resolvam seus próprios problemas, e assumam a responsabilidade sobre seus atos. Concordo que, o que acontece dentro daqueles muros, é barbárie. Concordo que, em uma sociedade civilizada isso não poderia acontecer. Porém, após décadas de doutrinação dos movimentos de “Direitos Humanos”, inevitavelmente, perdemos a civilidade. Quando a balança da justiça pende para um lado, e esta deixa de ser “cega” para tornar-se idiota, é momento da barbárie tomar conta. O problema do Brasil passa longe de ser o sistema carcerário. Começa em um legislativo corrupto e contaminado por ideólogos do caos (sim, a Escola de Frankfurt, base doutrinária da esquerda, prega o CAOS da sociedade ocidental), passa por um judiciário ineficiente, onde se fazem mais negociatas do que sentenças ou, quando a corrupção não compromete a imparcialidade, a ineficiência do serviço público o faz, e termina em um povo omisso, descrente, que assistiu, de braços cruzados, toda uma geração ser contaminada, nas escolas, por ideais autodestrutivos. Na atual crise dos presídios, a militância humanista está de mãos atadas. Não podem tomar partido, afinal, para eles, mortos e matadores são “vítimas” de um sistema injusto. Coitados! Esse dilema acabará quando a primeira tropa da PM colocar seus coturnos dentro do primeiro presídio. Toda a esquerda, ansiosa por denegrir as instituições-base, transferirá os cadáveres para a conta da corporação e jogará a opinião pública contra os soldados, como fizeram em 1992. Cada presídio invadido transformar-se-á em um novo Carandiru e os heróis que, em nome da sociedade, forem encerrar uma guerra que não lhes pertence, serão julgados por crimes que não cometeram. Um país que assiste, omisso, aos governantes - democraticamente eleitos - custeando, com o erário público, indenizações por mortes em atos de guerrilha, enquanto seus policias seguem, em grande parte do país, com os seus - parcos - soldos atrasados, definitivamente, não merece sacrifício de nenhum destes guerreiros. Merece, porém, os governantes que tem. Aduladores de bandidos, corruptos de “rabo preso”, criminosos do “colarinho branco”, que permitem, passivamente, que facções formem um novo poder na república, baseados no terror e violência. Aceitam, calados, pois sabem que o rebelado, de hoje, pode ser o colega de cela, de amanhã.


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