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Eleições de 2018 - O Brasil necessita de um 'médico'

7 de jul. de 2017
2 min de leitura

Há quem pense que o maior problema do Brasil seja a economia e que bastaria eleger um bom gestor, como o Dória, para que o país voltasse aos trilhos.

Esse pensamento ignora completamente as origens mais profundas dos nossos grandes e visíveis problemas, inclusive os econômicos, que é a questão ideológica.

Fazendo uma analogia: Não é possível despoluir uma baía se todos os rios que nela desembocam continuam a inundando de lixo. E, para mim, um gestor que cuida muito bem da limpeza da baía, em si, mas que não combate o lixo que chega até ela pelos rios não é um gestor tão bom assim.

Enquanto a educação e a mídia, no Brasil, servirem apenas para formar militância política e incutir na cabeça das pessoas questões como luta de classes, ideologia de gênero, uma noção de direitos humanos totalmente invertida, a divisão da sociedade em grupos de interesses, a institucionalização do vitimismo, a celebração das opções sexuais como centro do debate político, a ditadura do politicamente correto, uma forte mentalidade anticapitalista e o desprezo total pelo conhecimento clássico não será possível jamais ter um modelo de desenvolvimento econômico eficiente, pautado na meritocracia, na qualificação, no respeito à hierarquia, às leis, na produtividade e nas conquistas de próprio mérito, simplesmente porque a população não acredita nesses valores.

Isso acontece porque temos cada vez menos gente a fim de arregaçar as mangas e de aderir a um modelo desse tipo, na medida em que os jovens brasileiros entram no ensino superior e são lançados aos montes no mundo da contracultura, que faz deles completos inúteis a serem sustentados eternamente pelos pais ou então pelo Estado.

Tudo isso vem sendo promovido pela esquerda há décadas, no campo político e cultural, e alguém que não combata isso como prioridade é apenas um esquerdista pró-mercado que não diverge ideologicamente em nada com o que está aí; e, pior, ainda contribui pela omissão.

O Brasil é um paciente doente da cabeça que não faz o que deve ser feito (no campo econômico) porque não tem uma classe intelectual capaz de guiar o pensamento da sociedade na melhor direção; apenas pseudoiluminados que a própria mídia constrói a fim de dar legitimidade a sua doutrinação patológica.

É preciso, antes de mais nada, tornar o paciente mentalmente são, para que, assim, ele possa decidir o que fazer da vida; Travar uma cruzada ideológica para libertar as próximas gerações dos vícios nefastos do populismo, do coletivismo e do neomarxismo cultural que são impregnados em nós desde cedo por tudo que nos cerca.

É claro que é melhor ter um bom gestor no comando do que um mau gestor, mas no momento estamos mais necessitados é da liderança de um médico.

O médico é aquele cara que ninguém gosta de visitar; ele te fala coisas que você não quer ouvir e te receita coisas que você não quer fazer. Mas, sem isso, que futuro pode ter o paciente ou o país?

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